And they said Marianne killed herself, and I said, "Not A Chance".
Having thoughts of Marianne...
sábado, 7 de maio de 2011
"Monogamia"
Pela reintegração do espírito repartido. E, antes de qualquer coisa, pela crença sincera de que isso é possível.
Monogamia
Começarei um caso de amor,
Sem rosas ou extremos à vista
Encontrarei minha outra parte,
Ela será a conquista
Vou buscá-la lá dentro,
Onde se escondem os monstros
Os monstros que a oprimem,
Com o terror de seus roncos
Atrás estou desta parte,
Desta, que agora me falta
Para com ela ser todo,
Tudo que agora me falta
Pois se me sinto sozinho,
Estou com as portas fechadas
Abrindo-as,
Talvez, quem sabe,
Eu encontre minha alma
Sim, esta parte dela
A que agora,
Só agora,
Me falta
"We can work this out! I believe, although it seems impossible now... Oh without a doubt, We'll work this out!"
Monogamia
Começarei um caso de amor,
Sem rosas ou extremos à vista
Encontrarei minha outra parte,
Ela será a conquista
Vou buscá-la lá dentro,
Onde se escondem os monstros
Os monstros que a oprimem,
Com o terror de seus roncos
Atrás estou desta parte,
Desta, que agora me falta
Para com ela ser todo,
Tudo que agora me falta
Pois se me sinto sozinho,
Estou com as portas fechadas
Abrindo-as,
Talvez, quem sabe,
Eu encontre minha alma
Sim, esta parte dela
A que agora,
Só agora,
Me falta
"We can work this out! I believe, although it seems impossible now... Oh without a doubt, We'll work this out!"
Tardes cinzas...
Tardes cinzas me deprimem. Na verdade, essa desculpa era a melhor que tinha quando sentia o quanto estava desperdiçando minha vida. É nesses momentos que você percebe o quanto deposita sobre determinados pontos quase tudo que é você, mas esquece de ver que sua vida vai bem além, é feita de muito mais coisa. Enquanto você não percebe de verdade tudo isso, suas tardes continuam cinzas, porque assim você as pinta.
Por mais que chova lá fora, quando chove por dentro é que a vida perde sua destra e anda por aí, perdida.
Daí, as tardes, as manhãs, e até as noites mais escuras tornam-se cinzas. E nada gira; nada parece mudar em sua vida. Uma das coisas, porém, mais sábias que já ouvi é que se você não toma as rédeas de suas mudanças, o mundo trata de fazê-las por você. E você muda. Como diz a Aimee Mann numa das músicas que mais gosto dela, you really do. Mas eu não quero que este texto seja uma lição de moral... Só um retrato de um estado estacionário do qual não tenho motivação para sair. Querendo que alguém mais venha me tirar daqui, ainda que saiba que só meus pés podem fazer isso por mim.
Pois por mais que chova lá fora, quando chove por dentro é que a vida perde sua destra e anda por aí...
Perdida, por aí.
Por mais que chova lá fora, quando chove por dentro é que a vida perde sua destra e anda por aí, perdida.
Daí, as tardes, as manhãs, e até as noites mais escuras tornam-se cinzas. E nada gira; nada parece mudar em sua vida. Uma das coisas, porém, mais sábias que já ouvi é que se você não toma as rédeas de suas mudanças, o mundo trata de fazê-las por você. E você muda. Como diz a Aimee Mann numa das músicas que mais gosto dela, you really do. Mas eu não quero que este texto seja uma lição de moral... Só um retrato de um estado estacionário do qual não tenho motivação para sair. Querendo que alguém mais venha me tirar daqui, ainda que saiba que só meus pés podem fazer isso por mim.
Pois por mais que chova lá fora, quando chove por dentro é que a vida perde sua destra e anda por aí...
Perdida, por aí.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
"Predisposição"
Ao quê? Predisposição ao quê? Houve momentos em que essa palavra me assombrava de um jeito muito negativo, como se "estar predisposto" fosse "estar predisposto a cometer uma insanidade". Não falo de me matar, mas de não me importar. De esquecer quem me ama e, simplesmente, deixar para lá. A questão é que por mais predisposto que você esteja a fugir de seus problemas, eles vão lhe buscar... E você aprende que não haverá sexualidade libertina que lhe faça esquecer da falta de um lar. Foi isso que aprendi durante aqueles dias, sem lar.
Predisposição
Sinto que você
Cimentou
Sua dor
Em algum cômodo
De nosso lar,
E isto me sufoca
Ainda mais
Quando percebo que
As gavetas de meu
Quarto
Estavam vazias
Falávamos e falávamos
Sem pensar na
Gravidade de nossas
Palavras
Pois,
Naqueles dias,
Tínhamos o direito
De ser qualquer coisa,
Menos uma família
Feliz
Não sei o que nos é próprio
Desconhecendo tudo
O que era meu,
Até aqui
E sinto esta dor,
Cimentada em algum
Cômodo
Nesta casa
Esta pobre casa de tolerância,
Que não se importaria
Em observar
O fogo de minha
Sexualidade
Libertina
Libertina
Predisposição
Sinto que você
Cimentou
Sua dor
Em algum cômodo
De nosso lar,
E isto me sufoca
Ainda mais
Quando percebo que
As gavetas de meu
Quarto
Estavam vazias
Falávamos e falávamos
Sem pensar na
Gravidade de nossas
Palavras
Pois,
Naqueles dias,
Tínhamos o direito
De ser qualquer coisa,
Menos uma família
Feliz
Não sei o que nos é próprio
Desconhecendo tudo
O que era meu,
Até aqui
E sinto esta dor,
Cimentada em algum
Cômodo
Nesta casa
Esta pobre casa de tolerância,
Que não se importaria
Em observar
O fogo de minha
Sexualidade
Libertina
Libertina
quarta-feira, 4 de maio de 2011
As luzes de São Paulo e o calor de Manaus...
Nesses dois últimos meses, fiz duas viagens que foram muito marcantes para meu ano de 2011. Fui em março a São Paulo, para assistir ao show da Shakira, de quem sou fã desde a época em que ela cantava Estoy Aquí no Faustão, rs, e depois, em Abril, fui a Manaus para finalmente conhecer meu namorado ^^. Pois bem, percebi o quanto pego afeição a esses mundos, ainda que mantenha meu amor por Recife, e cada uma deles me deu um texto distinto.
"As luzes de São Paulo" foi uma expressão que surgiu de um diálogo que tive com um amigo, Moacir. Eles estava conversando comigo, um dia antes do show, e quando abri as cortinas no meu quarto, ele comentou: "o seu quarto é muito mais iluminado pela rua que o meu, lá é um breu!"; eu me viro para ele e digo: "é, amigo, são as luzes de São Paulo!". Nasceu a expressão que dois dias depois viraria um texto, tentando captar a doce saudade que senti de lá, ao voltar para casa.
Já "O Calor de Manaus", é até redudante falar... TODO MUNDO me dizia que a cidade é quente demais, sensação térmica acima dos 40º, e por aí vai. Não cheguei a pegar essa temperatura toda, ainda que o suor me contrarie, mas esse texto trata de outro calor que senti por lá... Leiam.
As luzes de São Paulo
As luzes de São Paulo
Vêm de todo lugar
Japão, Curitiba, Trindade,
Meu lar
São carros, são prédios
Que eu só vi lá
São gente que lembra
Da gente de cá
Andei por suas ruas,
Pisei com cuidado
Senti um respeito
Pelo céu cansado
Do sol que não queima
Da chuva que cai
Garoa que leva...
Lembrança que traz
E agora vou indo,
Num voo enfadado
Saudades já tenho,
Das luzes, São Paulo
O calor de Manaus
E desde muito cedo me falaram sem segredo
Para aguentar o calor abafado de
Manaus
Disseram-me ser tão quente que até ferro
Candente consegue ser mais suave que este
Sol anormal
Pensei, então, que ao chegar meu corpo
Iria fritar como de uma frigideira pra lá
Dos 60 graus
Mas qual não foi minha surpresa quando,
Por toda beleza, foi puro calor humano,
Do tipo que não faz mal!
Pois sim, agora agradeço a todos que me
Fizeram estar bem perto de casa, mesmo
Com a distância
Desde o amor que esperava, até a amizade
Mais calma, tudo me fez recobrar o sentido
Da esperança
Pois sim, estou mais tranquilo, achando
Maniqueísmo afirmar que daquele mundo
Não sai nada legal
É quente, eu admito, mas sei bem o que digo
Quando solícito afirmo, “Eu amo
O calor de Manaus”!
"As luzes de São Paulo" foi uma expressão que surgiu de um diálogo que tive com um amigo, Moacir. Eles estava conversando comigo, um dia antes do show, e quando abri as cortinas no meu quarto, ele comentou: "o seu quarto é muito mais iluminado pela rua que o meu, lá é um breu!"; eu me viro para ele e digo: "é, amigo, são as luzes de São Paulo!". Nasceu a expressão que dois dias depois viraria um texto, tentando captar a doce saudade que senti de lá, ao voltar para casa.
Já "O Calor de Manaus", é até redudante falar... TODO MUNDO me dizia que a cidade é quente demais, sensação térmica acima dos 40º, e por aí vai. Não cheguei a pegar essa temperatura toda, ainda que o suor me contrarie, mas esse texto trata de outro calor que senti por lá... Leiam.
As luzes de São Paulo
As luzes de São Paulo
Vêm de todo lugar
Japão, Curitiba, Trindade,
Meu lar
São carros, são prédios
Que eu só vi lá
São gente que lembra
Da gente de cá
Andei por suas ruas,
Pisei com cuidado
Senti um respeito
Pelo céu cansado
Do sol que não queima
Da chuva que cai
Garoa que leva...
Lembrança que traz
E agora vou indo,
Num voo enfadado
Saudades já tenho,
Das luzes, São Paulo
O calor de Manaus
E desde muito cedo me falaram sem segredo
Para aguentar o calor abafado de
Manaus
Disseram-me ser tão quente que até ferro
Candente consegue ser mais suave que este
Sol anormal
Pensei, então, que ao chegar meu corpo
Iria fritar como de uma frigideira pra lá
Dos 60 graus
Mas qual não foi minha surpresa quando,
Por toda beleza, foi puro calor humano,
Do tipo que não faz mal!
Pois sim, agora agradeço a todos que me
Fizeram estar bem perto de casa, mesmo
Com a distância
Desde o amor que esperava, até a amizade
Mais calma, tudo me fez recobrar o sentido
Da esperança
Pois sim, estou mais tranquilo, achando
Maniqueísmo afirmar que daquele mundo
Não sai nada legal
É quente, eu admito, mas sei bem o que digo
Quando solícito afirmo, “Eu amo
O calor de Manaus”!
terça-feira, 3 de maio de 2011
"Sinceros Desejos"
Levitaremos sobre nosso peso, quando pagarmos o preço derradeiro.
Sinceros Desejos
E o que mais
Poderia falar sobre
Mim?
Como poderia
Lhe expor
Outras flores residuais,
Ou teciduais,
Sem me sentir
Distante destes
Passos,
Sem impor a você
Minha mais
Nova
Personalidade?
São as emoções
Que trago a mim
Diariamente...
Algumas tábuas
De carne para
Amaciar minhas
Têmporas,
E fazê-las suaves,
Ao toque dos mais
Risonhos parentes
Alguma incerteza
Ao falar sobre coisas
Tão oscilantes,
Ou uma maneira de
Fazê-lo perder
Seu tempo,
Apenas por
Mais uma aprovação
Inútil
Pois nós todos
vamos
À palidez...
Todos seremos
Bons mágicos, um dia
Em nome de algum
Velho desejo,
Ou de perder peso
Ó,
Inútil alegria
Sinceros Desejos
E o que mais
Poderia falar sobre
Mim?
Como poderia
Lhe expor
Outras flores residuais,
Ou teciduais,
Sem me sentir
Distante destes
Passos,
Sem impor a você
Minha mais
Nova
Personalidade?
São as emoções
Que trago a mim
Diariamente...
Algumas tábuas
De carne para
Amaciar minhas
Têmporas,
E fazê-las suaves,
Ao toque dos mais
Risonhos parentes
Alguma incerteza
Ao falar sobre coisas
Tão oscilantes,
Ou uma maneira de
Fazê-lo perder
Seu tempo,
Apenas por
Mais uma aprovação
Inútil
Pois nós todos
vamos
À palidez...
Todos seremos
Bons mágicos, um dia
Em nome de algum
Velho desejo,
Ou de perder peso
Ó,
Inútil alegria
domingo, 1 de maio de 2011
Filosofando sob(re) luzes amarelas...
Queridas e queridos, fiz uma viagem ótima por esses dias, que me preencheu novamente com essa dita esperança, e isso fez com que eu interrompesse por alguns dias as postagens... Dessa vez, porém, vou retomar o tema do blog, minhas experiências, a partir do momento em que, digamos, eu conheci a morte.
Ao chegar no hospital, meu pai me dá a notícia. Estava com umas cinco pessoas que vieram comigo de Recife, e por todos os lados, era desespero. Painho, como o chamo, disse ter visto uma luz, como um raio, instantes antes de nós chegarmos... E de algum modo, ele sabia o que ela representava. Esses dois textos foram escritos dias depois do que nos aconteceu, mas tentaram captar um pouco daqueles primeiros momentos. Vocês vão entrar agora no reino das metáforas confusas, já que foi uma época em que, tentando ser rebuscado, eu escrevia coisas um pouco sem sentido... No entanto, o caráter emocional delas existe, e se quiserem perguntar, estou postando para conversar.
"Filosofias de um casal" é sobre meus pais... "Sob as luzes amarelas acesas", sobre mim.
Por enquanto, é isso.
Filosofias de um casal
E me dê
Mais 5 minutos
Para que
Perceba o
Que houve de
Errado em
Você
A razão pela
Qual estamos
Condenados
À morte
Ou porque esta
Sutil senhora
Nos é tão
Condenativa
Sinto muito,
Sim,
Sinto muito
Pelo amor que
Nos fazia
De refúgio
Pelas baleias
Que fugiram
Deste aquário
Ou pela luz
A luz que
O senhor duque
Viu com suas
Novas tendências
Apenas observações
Outras observações em
5 minutos.
Sobre as luzes amarelas acesas
E sobre suas contas,
Escrevo meu último documento
Sobre nossas alegrias,
Escrevo meu epitáfio em
Tom de lamento
Havia flores secas neste
Jazigo
E não sei se ficamos
Entregues a isso
Por sua rispidez,
Ou pelo doce detalhismo
Que salvava
E estragava
Cada dia
De nossas finitas
Vidas
Pois quando acreditava
No infinito,
Um buraco negro nos
Sugou
E contraiu
Um pouco mais
Este universo
Tudo porque
Assinei um último
Documento,
E você começou a falar
Sobre pequenas freiras,
Neste exato momento.
***
Ao chegar no hospital, meu pai me dá a notícia. Estava com umas cinco pessoas que vieram comigo de Recife, e por todos os lados, era desespero. Painho, como o chamo, disse ter visto uma luz, como um raio, instantes antes de nós chegarmos... E de algum modo, ele sabia o que ela representava. Esses dois textos foram escritos dias depois do que nos aconteceu, mas tentaram captar um pouco daqueles primeiros momentos. Vocês vão entrar agora no reino das metáforas confusas, já que foi uma época em que, tentando ser rebuscado, eu escrevia coisas um pouco sem sentido... No entanto, o caráter emocional delas existe, e se quiserem perguntar, estou postando para conversar.
"Filosofias de um casal" é sobre meus pais... "Sob as luzes amarelas acesas", sobre mim.
Por enquanto, é isso.
Filosofias de um casal
E me dê
Mais 5 minutos
Para que
Perceba o
Que houve de
Errado em
Você
A razão pela
Qual estamos
Condenados
À morte
Ou porque esta
Sutil senhora
Nos é tão
Condenativa
Sinto muito,
Sim,
Sinto muito
Pelo amor que
Nos fazia
De refúgio
Pelas baleias
Que fugiram
Deste aquário
Ou pela luz
A luz que
O senhor duque
Viu com suas
Novas tendências
Apenas observações
Outras observações em
5 minutos.
Sobre as luzes amarelas acesas
E sobre suas contas,
Escrevo meu último documento
Sobre nossas alegrias,
Escrevo meu epitáfio em
Tom de lamento
Havia flores secas neste
Jazigo
E não sei se ficamos
Entregues a isso
Por sua rispidez,
Ou pelo doce detalhismo
Que salvava
E estragava
Cada dia
De nossas finitas
Vidas
Pois quando acreditava
No infinito,
Um buraco negro nos
Sugou
E contraiu
Um pouco mais
Este universo
Tudo porque
Assinei um último
Documento,
E você começou a falar
Sobre pequenas freiras,
Neste exato momento.
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