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domingo, 10 de junho de 2012

Um.



Nós somos um mundo só.
E somos muitos, em um mundo só.
Mas sermos muitos, e precisarmos de muita coisa, não muda um fato singular: somos um mundo só.
Sermos muitos, precisarmos de muita coisa, consumirmos à exaustão, nada disso faz o mundo crescer.
A ganância de ninguém conseguirá tornar nosso planeta maior do que já é.

E por isso florestas morrem.
Por isso a água potável morre.
Por isso a diversidade de vida morre, e com ela nós também.
Por essa ganância, pessoas morrem.
E sei que todos iremos morrer, mas é justo morrer pelo bel prazer alheio? É justo que firam nossa dignidade no mais básico e isso nos leve à morte? Não, não é.

E quanto à fome? A gente não quer só comida, mas sem comida não há como querer outra coisa. Quanto aos massacres e genocídios que num mundo pós-holocausto ainda acontecem, alguns até televisionados, como o 11 de setembro? Quanto à toda forma de propagar o ódio que vemos por aí, o que afinal nos levou a essa degradação? Onde foi que erramos a ponto de acreditar que nossas diferenças conseguem ser maiores que nossas semelhanças? Alguém pode responder?

Nós sangramos igual. A dor no corpo e na alma pode acometer qualquer um, e o mais óbvio, ela acometerá. Todos perderemos pessoas amadas, perderemos a juventude, a coragem e, em alguns casos, a liberdade de poder falar por si próprio. De certa maneira, somos tão bombardeados com mentiras, falácias e falsas opções de escolha que, na verdade, nenhum de nós é livre. Em suma, estamos todos no mesmo caminho, e sendo ele melhor ou pior, leva para o mesmo lugar... A mãe-terra vai nos acolher, não importa onde pudemos chegar.

Então o que falta para que possamos ser melhores? O que falta para que entendamos o mais simples? Mesmo que existir seja uma dádiva e uma maldição, que mania deprimente é esse de costumeiramente encararmos o pior lado das coisas e pessoas? Nosso coração não precisa de muito para sofrer, então POR QUE causar e/ou trazer mais sofrimento para si e os outros? Não é preciso pensar muito para entender que podemos mais, e melhor. E podemos mais. Podemos melhor.

Vamos cultivar a empatia! Vamos nos reconhecer no(a) semelhante, nossas virtudes e mazelas, a calmaria e a guerra, pois quando nos unimos por uma causa, potencializamos a força que temos. Um mais um não é somente dois. Um mais um gera o nós, uma terceira voz, capaz de nos unir ainda mais, celebrando a vida e aceitando a morte. Celebrando e aceitando, com toda a força do espírito. O espírito que nos habita e sempre vai nos unir numa forma só... Um mundo só.

Temos hoje as ferramentas para que possamos fazer dessa a melhor de todas as experiências humanas: nos comunicamos com pessoas de muito longe, algumas até que vem de universos culturais tão discrepantes dos nossos, e é esperado que tudo isso gere conflito. Mas todo conflito pode se dissipar, uma vez que, trocando ideias, e conhecendo melhor um ao outro, sejamos capazes de reconhecer que no fim das contas, a única coisa que precisamos para recomeçar é AMOR. Ter amor provoca todo o resto, então que primeiro surja o amor. As virtudes do amor.

Pois este é um mundo só.
E somos muitos, em um mundo só.
Não precisamos do tanto que supomos precisar, então aprendamos em quanto há tempo a perder o que não vai nos faltar. E a amar.

Amar.


"And love is not the easy thing...
The only baggage that you can bring
Love is not the easy thing
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind"

- U2

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