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segunda-feira, 6 de junho de 2011

"A Cor Azul"

A vida é um livro inacabado, pelo simples fato de não termos tempo nem coração de a ela dar um ponto final.

A Cor Azul

Minha fome foi compensada
Pelo mar
E enquanto pisava
Em seu assoalho de areia,
Sentia meus pés caírem,
Trepidarem sem muito cuidado

Olhava para as nuvens
Procurando pelo
Avião,
O avião
Que lhe levara embora
Naquelas circunstâncias,
Porém,
Não era algo que
Doesse
Ou me lançasse
A uma incerteza
Desesperada...
Vi pipas planando
Sobre minha cabeça,
E percebi à medida
Que nos afastávamos
O quanto a distância
Era uma irrelevância

Sumiriam da minha vista,
Mas com o vento,
Continuariam
Sua dança

Decidi então abaixar os olhos
Para a retidão do horizonte,
Tentando mensurar
Com minha alma
Até onde o oceano
Poderia chegar
Ele definitivamente
Tinha um fim,
Tinha que se limitar!
Tinha que terminar...

“Mas não me cabia
Calcular”

Ocorreu o pensamento
Quando de longe o avião ia,
Em meu lugar
Prestes a sumir no horizonte,
Permaneci observando-o
Me deixar

“Mas não faz mal...
Ele chegará a algum lugar”

E de repente,
Eu pude parar
Irromper
Desta fatigada vigília
E,
Num mergulho
Profundo,
Parar

Além do que anunciavam seus sinos,
Ali era o meu mar
(Meu pai)
Meu mar



"I know you have a lot of strenght left"

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