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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Em honra ao 55 anos de Madonna!

NOTA: O texto foi escrito originalmente em 2012, mas recebeu um update nas informações referentes a 2013, afim de comemorar os agora 55 anos da Rainha do Pop!

Hoje é aniversário da Madonna.
Hoje ela completa 55 anos de vida.
55 anos dos quais mais de 30 foram dedicados à sua carreira artística.
Carreira esta que rendeu a ela vários prêmios, de Grammys até Globos de Ouro, mais de 300 milhões de disco vendidos, "muita polêmica, muita confusão" (rs), milhões de fãs enlouquecidos e o mais importante, uma voz capaz de levantar até hoje questões relevantes sobre o modus operandi doentio de nossa sociedade. Sua genialidade, no entanto, vem do fato dela sempre ter representado o veneno e a cura. Madonna nunca teve intenção de ser uma artista gratuita.

Desde 1983, quando lançou o primeiro disco, "Madonna", ela deixava claro a necessidade que tinha de ter poder. Disse na época que seu objetivo era "Dominar o Mundo", e considerando o teor frívolo e doce de suas músicas até então, não daria para se esperar tanto dessa garota que veio de Michigan para NY, tentando a duras penas alcançar o sucesso. Quando lançou seu segundo disco, porém, as coisas se tornaram GRANDES e este tão almejado sucesso bateu à sua porta, na forma de seu primeiro hit esmagador, Like a Virgin. Foi com essa música também que, no VMA, a cantora cravou sua primeira polêmica: vestida de noiva, desceu de um bolo de casamento imenso e ao perder um dos sapatos no meio da performance, deitou no chão, rolou, mostrou a calcinha e deixou todo mundo estarrecido com sua ousadia! Essa parece ter sido sua primeira polêmica gratuita... Mas foi a última.



Logo em 1986, Madonna lança o primeiro disco em que teve participação total na produção. True Blue não só trouxe à tona alguns dos maiores sucessos da cantora (Open Your Heart, La Isla Bonita, Live To Tell), como também mostrou que ela agora tinha algo mais sério a dizer: em Papa Don't Preach (música e vídeo), Madonna interpreta o papel de uma adolescente que se apaixona, perde a virgindade e acaba engravidando. Ela pede ao pai na letra que não a passe um sermão pelo feito, emendando com uma decisão já tomada: ela ficaria com seu bebê. Grupos anti-aborto pediram que ela usasse a música como um meio de defender esta causa, mas a cantora resumiu-se a dizer que era a favor da vida e preferiu não tomar partido. O uso do termo Papa também não foi aleatório: ficou claro na turnê que deu suporte ao disco, Who's That Girl Tour, que usá-lo serviu como uma metáfora ao pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana, uma vez que na performance da canção projeções dele surgiam no palco, concluindo-se com a expressão SAFE SEX. Começava-se enfim a criação da mistura bombástica de religião e sexo, algo que Madonna sempre soube fazer bem o suficiente para explodir!

Em 1989, é lançado um de seus discos mais marcantes: Like A Prayer. Sendo puxado pela misteriosa canção-título, na qual a cantora confunde o ouvinte se está falando sobre o êxtase espiritual ou a sensação do orgasmo (ou ambos), Madonna sinaliza aqui para suas próprias confissões. Nascida e criada numa família católica e conservadora, e tendo perdido sua mãe quando tinha somente cinco anos, havia aí questões e temores que começaram a ser explicitados nas 11 canções componentes de Prayer. Desde a melancólica Promise To Try, na qual disseca a saudade que sente da presença materna, até a contundente Express Yourself, hino de autoafirmação feminina e gay (honrosamente um dos maiores públicos de Madge), Madonna já demonstrava maturidade artística e finalmente estava se usando das canções para expurgar seus próprios demônios... O próximo passo, enfim, seria expurgar aqueles que povoam a sociedade.

Logo após o estrondoso sucesso de Vogue, seu maior hit, e da Blond Ambition Tour (1990), de onde saíram performances inesquecíveis, como a de Like A Virgin, Madonna estava pronta para assumir riscos ainda maiores, e tratar à exaustão um dos temas mais espinhosos ao ser humano (ainda que lhe seja completamente natural): o SEXO. Erotica foi lançado em 1992, e mesmo com muitos pensando ser este só um disco com canções explícitas, ele na verdade vai fundo nas nuances mais diversas da sexualidade humana. Além do sadomasoquismo da faixa-título, são tratadas neste disco questão como submissão sentimental (Bye Bye Baby, Waiting), vazio existencial (Bad Girl), falhas de comunicação (Words) e até amor, do tipo mais gentil (Rain). Coube espaço também para um relato melancólico em honra de dois grandes amigos mortos por AIDS, na canção In This Life, bem como um hino pela liberdade, Why's It So Hard. Infelizmente, o álbum foi subestimado e ofuscado pelo lançamento do Sex Book, um livro no qual a intérprete M se mostra em situações extremamente lascivas e até pornográficas, mas com uma razão além da dita autopromoção: Madonna sempre explicitou durante toda a divulgação de ambos projetos que seu objetivo era questionar tabus, e fazer com que as pessoas repensem o porquê de tudo aquilo ser considerado "sujo e vulgar", se todos fazemos ou pelo menos pensamos em sexo, vez ou outra, vez em sempre. Mesmo que sua imagem tenha sido ferida aos olhos de muitos norteamericanos, a cantora organizou uma tour riquíssima em significados e arte, The Girlie Show, que visitou vários países, inclusive o Brasil, em meados de 1993.



Passada toda a polêmica envolvendo esta fase da carreira, a cantora decidiu fazer trabalhos de sonoridade mais íntima, e foi o caso de Bedtime Stories e a coletânea de baladas, Something to Remember. Mesmo num ritmo mais tranquilo, ela conseguiu emplacar grandes sucessos (I'll Remember, Take A Bow, Secret, You'll See), e não deixou de alfinetar aqueles que não entenderam sua mensagem no Erotica, através da canção Human Nature ("I'm not your bitch, don't hang your shit on me"). Foi pouco depois desses lançamentos que ela conseguiu seu grande êxito como atriz: Evita. Marcado pela canção Don't Cry For Me Argentina, o filme rendeu a ela um Globo de Ouro como melhor atriz em comédia e musical, bem como garantiu o treinamento vocal necessário para a maior virada de sua carreira: o iluminado Ray Of Light.

Durante as gravações de Evita, Madonna descobriu-se grávida, e ao ter sua filha, Lourdes Maria, em seus braços, sentiu-se renovada como ser humano. Junte a isso o início de seus estudos na doutrina da Kaballah, marcante até hoje em seus trabalhos, e a essência do Ray of Light já existia. Madonna, porém, teve dificuldades em encontrar quem a ajudasse a dar forma musical ao disco, e depois de muito pelejar, encontrou o piradinho produtor inglês William Orbit, responsável por fazer de suas canções "uma ousada mistura de trance, trip-hop, drum'n'bass, pop e belos arranjos orquestrais", palavras da própria. O disco foi um sucesso arrebatador de crítica e público, fazendo com que finalmente a opinião pública fosse unânime: Madonna era de fato uma artista, não somente uma máquina de fazer dinheiro, como muitos ainda alardeavam à época. O álbum rendeu a ela 4 grammys, clássicos como a faixa-título, Frozen e The Power of Goodbye, ao mesmo tempo que deu aos fãs um disco que ainda soa rico e atual, mesmo depois de quase 15 anos de lançamento.

Agora que Madonna tinha sofrido uma completa mudança em sua carreira, qual foi o passo seguinte? Declarando que a vida seria uma droga se fosse profunda e feita de provações o tempo todo, sua decisão foi por lançar algo que misturasse a introspecção anterior com sua verve mais divertida e frívola: disso nasceu Music. A cantora estava também em um ótimo momento da vida pessoal, já que casara com o cineasta Guy Ritchie e do relacionamento, tinha nascido seu segundo filho, Rocco; tudo isso fez com que Music tivesse desde canções extremamente apaixonadas e entregues, como Impressive Instant, Amazing e Don't Tell Me, até outras mais tristes e reflexivas, como Paradise (Not For Me) e Gone. Do disco, porém, o grande destaque foi para a faixa que deu nome a ele, Music: simples e certeira, foi seu primeiro number one na Billboard Hot 100 em 7 anos! Ao dizer no refrão que "a música faz as pessoas se juntarem; a música mistura a burguesia e o rebelde", Madonna ditou sabiamente a principal sensação vinda dessa e de outras artes: a de pertença, de que sempre há algo ou alguém que nos reflete, lá fora.



À medida que sua popularidade voltava ao topo, a cantora via uma guerra se formar. Após o gravíssimo atentado de 11 de Setembro de 2001, responsável pela derrubada das Torres Gêmeas de Nova York, os Estados Unidos estavam dispostos a destruir a organização terrorista responsável pelo episódio, e mandariam assim tropas do exército para o Afeganistão, atrás do hoje morto Osama Bin Laden. Como muitos outros artistas que decidiram tratar do tema e alertar sobre os riscos que a guerra traria, Madonna se debruçou na composição de um dos seus discos mais refinados e políticos, American Life. Talhado com o objetivo de criticar a sociedade norteamericana, bem como tratar de questões mais pessoais (à semelhança do Like A Prayer), a música que nomeou o disco foi escolhida como primeiro single e veio acompanhada de um dos clipes mais corajosos já lançado pela cantora. American Life mostrava cenas de um desfile de moda na qual primeiro passavam pela passarela modelos vestidos em temática militar, para depois começarem a surgir pessoas mutiladas, mulheres pegando fogo e crianças sendo arrastadas. A plateia acompanhava as desgraças da guerra em frenesi, e Madonna então entrava num tanque e soltava uma granada nelas, como uma crítica feroz à sociedade em que vivíamos e ainda vivemos. Foi um passo bravo, mas extremamente mal interpretado. Norteamericanos consideraram a atitude profundamente desrespeitosa com os militares que já estavam em combate, bem como uma afronta à nação estadunidense; na tentativa de suavizar as críticas, a cantora decidiu censurar o vídeo e declarar que sua intenção era alertar, não desrespeitar... Não foi o suficiente. O álbum não deu continuidade aos êxitos passados nos EUA, mesmo tendo sido bem recebido no restante do mundo. Madonna então teve de apelar para uma tour de seus maiores sucessos como forma de apaziguar as críticas, a saudosista Re-invention Tour, e para sua próxima era, decidiu que precisaria de uma mudança total, mais uma vez. Brotava assim o Confessions On A Dance Floor.

Puxado por Hung Up, seu maior hit mundial nos anos 2000, o disco de 2005 trazia uma Madonna voltada completamente para a pista de dança! Com influências diversas da dance music (ABBA, Donna Summer, Pet Shop Boys...), criou-se o álbum numa sonoridade europop ditada por Stuart Price, produtor inglês que já trabalhava com ela em turnês desde 2001. Confessions foi considerado pela crítica um retorno à forma, e veio acompanhado de sua tour mais sofisticada, tanto sônica como visualmente, a Confessions Tour! Mesmo sendo esta uma era completamente disco, o momento mais marcante do show não nasceu das músicas dançantes: foi a interpretação de Live To Tell que chamou atenção ao espetáculo, causando a polêmica mais sem sentido de sua carreira, uma vez que a mensagem trazida pela performance suprime qualquer tentativa de maculá-la. Madonna volta para o segundo bloco do show numa cruz completamente espelhada, e enquanto canta a primeira parte da música, uma numeração corre no telão acima dela; ao chegar em 12 milhões, revela-se que esta era, em 2006, a estimativa do número de crianças africanas que em 2010 estariam órfãs de pai e mãe, por conta da pandemia de HIV/AIDS sobre o continente. Ao terminar com uma citação bíblica de Mateus 25:40, a cantora entrega ao público talvez a performance mais emocional e poderosa de sua carreira. Nesse período ela também voltou esforços para dar assistência ao Malauí, um pequeno país africano extremamente afetado pela AIDS, e local de nascimento do primeiro filho adotado pela artista e seu marido Guy, David Banda.



Mesmo com todo o êxito do Confessions, Madonna não teve de volta a popularidade de anos passados nos EUA. Ela decidiu então que seu próximo álbum seria dedicado a fundir as tendências black vigentes ao seu tradicional pop, e dessa fusão nasceu em 2008 o Hard Candy. Associada a Timbaland, Justin Timberlake, Danja Hills e Pharell Williams, o disco inicialmente se chamaria Give It 2 Me, e o ensaio de divulgação seria baseado em uma nova personagem, a boxeadora M-Dolla. De última hora, Madonna decidiu que deveria mudar o título, afim de sinalizar que a sonoridade do novo trabalho seria como morder um doce duro: seus dentes quebrariam, mas você gostaria do sabor. Pelo menos para o carro-chefe do disco, 4 Minutes, a proposta deu certo: a música alcançou o 3º lugar na Billboard Hot100, feito este que não se repetiu para os outros singles. Mesmo não tendo sido uma unanimidade de público e crítica, Hard Candy gerou uma constatação e um bom fruto: a constatação era de que o casamento da cantora já não ia tão bem, uma vez que em letras como as de Voices e Devil Wouldn't Recognize You, o desgaste era aparente. O bom fruto foi a Sticky and Sweet Tour, segunda incursão a passar pelo Brasil, que ao arrecadar mais de 400 milhões de dólares, deu a Madonna a turnê de um artista solo mais bem sucedida da história. Vale lembrar que durante a tour, o divórcio de Madonna e Ritchie foi anunciado, fato este crucial para o seu álbum mais recente, MDNA.

Em 2009, além de retomar a Sticky and Sweet Tour para mais datas europeias, foi lançada a coletânea Celebration como último requisito contratual com a Warner, sua gravadora desde o começo da carreira. Ela lançaria seu novo álbum já sob outro selo, mas isto demoraria um pouco, uma vez que até 2011 Madonna esteve imersa na produção e divulgação de seu longa metragem, W.E. Além da adoção de mais uma criança africana, a menina Mercy James, ela foi motivo de fofoca por seu envolvimento com homens mais novos, dentre eles o brasileiro Jesus Luz e Brahim Zaibat, seu atual namorado. Finalmente em 2012 Madonna volta ao mundo da música, primeiro com uma canção retirada da trilha sonora de seu filme, a balada ganhadora do Globo de Ouro Masterpiece. A divulgação de seu novo trabalho começaria de fato com a apresentação feita no intervalo do Super Bowl, a qual deu a Madonna o recorde de Maior Audiência Televisiva nos EUA, e foi através desta performance que seu novo single foi apresentado, Give Me All Your Luvin'. MDNA, um álbum dotado de canções ora furtivas, ora sobre o divórcio recente, rendeu até o momento mais dois singles, Girl Gone Wild e Turn Up The Radio, e mesmo não sendo esta a fase de maior êxito em charts, já ficou marcada como uma das mais politizadas e polêmicas. A cantora, então aos 53 anos, estava mais sensual do que nunca e não demonstrou interesse em aceitar o rótulo de "velha demais para o pop". A última batalha travada por Madonna está sendo contra o "ageism", preconceito com pessoas mais velhas, e isso a fez mostrar os mamilos e as nádegas durante performances de sua atual turnê, a MDNA Tour, bem como apresentar um vídeo arrebatador para a canção Nobody Knows Me, como intervalo de seu show. Neste vídeo, há críticas ferrenhas também a machistas, homofóbicos e políticos de extrema direita, como é o caso de Marine Le Pen. Seu último feito foi criticar duramente o governo russo por ter prendido o grupo Pussy Riot após protesto em capital russa, bem como falar abertamente contra a lei antipropaganda gay de São Petersburgo.



UPDATE: 2013 começou com grandes novidades e expectativas altas em torno de M, tanto pela MDNA Tour como por uma empreitada assumida por ela e o fotógrafo de moda Steven Klein. A turnê lucrou estrondosos 305 milhões de dólares, tornando-se assim a 10ª excursão musical mais lucrativa de todos os tempos; a revista Billboard, inclusive, conferiu à artista o prêmio de tour do ano, dedicando-a uma extensa homenagem no Billboard Awards (veja o vídeo AQUI). Já a empreitada trata-se do #SecretProject, que vem atiçando a curiosidade dos fãs desde que em dezembro do ano passado a cantora foi vista com seus dançarinos, entrando num estúdio fotográfico enquanto fazia shows na Argentina. A data de lançamento do projeto já foi adiada e, por enquanto, se resume a teasers lançados no Instagram da própria Madonna, além de dois trailers que só aumentaram a ansiedade pelo que vem por aí!

Fazer esta retrospectiva teve por objetivo único trazer à tona toda a riqueza que existe por trás de uma das carreiras mais sólidas e bem sucedidas da música popular mundial. Madonna pode não ser a melhor cantora nem ter as composições mais complexas em seus discos; isso não significa, porém, que sua música seja descartável e muito menos sua história, marcada por um dever quase militar em servir à plena liberdade de expressão. Um dos versos mais marcantes já cantados por ela é "Express Yourself, Don't Repress Yourself". E honestamente, se tivesse de resumi-la em uma palava, eu escolheria EXPRESSÃO. Disso ela entende realmente bem.

Parabéns, Madonna, pelo aniversário de 55 anos!
Como seu fã, só me resta lhe dar todo meu amor. Todo meu amor <3


"Life fits living, so let your judgements go! That's how our future should be"

13 comentários:

  1. Que texto lindo. Por mais que eu não aceite algumas atitudes dela, eu reconheço a artista que ela é e o que ela quer mostrar para o mundo. Uma grande artista

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  2. Muito bacana, poucas pessoas sabem enumerar tantos feitos ricos como os que você destacou. Como qualquer fã, temos orgulho e satisfação em relembrar tudo isso. Madonna no "criou bem", somos exigentes, nào aceitamos "não" como resposta e sempre iremos nos questionar. E claro, se expressar.

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    1. Isso tudo poderia ser até incluído no último parágrafo, amg hehehehehe Mas é verdade, isso é o que ela nos ensina e estimula :D

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  3. Muito bom o texto,mostra dominio de assunto,parabens.Posso publicar no meu facebook?

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  4. ps Madonna faz anos no dia 16 de agosto.

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    1. Leco, essa postagem é originalmente de 2012, e eu fiz updates para postar numa página do facebook amanhã, dia 16. Alguém achou o link e postou antes de mim mesmo, por isso você leu antes da data original.

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  5. Como disse a Globo News em homenagem aos 55 anos da Rainha: "Com um N é uma santa....com dois Ns é uma diva!" *_*

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    1. Eu diria que com 2 Ns é uma deusa! hehehehe Obrigado por comentar, Jessica!

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