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terça-feira, 5 de abril de 2011

"E as canetas"

Desde o começo, a relação que desenvolvi com cores era muito forte, a ponto de escrever textos de personalidades distintas com canetas de cores diferentes! Este texto fala sobre parte do que é meu processo criativo, e ele passou por uma evolução contínua até chegar na forma em que está... Então, em mim vocês vão acreditar?


E as canetas

Costumo escrever com tinta azul
E também escrevo com o vermelho
Mas ele me disse, uma vez
“Sou volúvel, pare de me usar”

Gosto de meus textos vermelhos
Talvez pela intensidade deles,
Que os torna velozes,
Fugazes,
A ponto de fugirem de minhas mãos
E levarem um pouco de mim
O suficiente para que não
Saiba aonde foram parar
E sigo os perdendo,
Assim

Às vezes,
Porém,
Concordo em usar o azul
Talvez seja minha melhor face
E a adoração que tenho por sua
Cor
Eu aprendi com meus pais

Amar o azul implica em tantas coisas,
Que nem sei dizer
Posso pelo menos afirmar
Que acabei de usá-lo,
E,
Em sua sobriedade,
Imagino que,
Em mim,
Você iria crer

Mas só imagino,
E agora,
Lanço-me ao risco de perguntar

Você realmente acreditaria em mim,
E nas cores que tenho a lhe oferecer?
Foram feitas para você ver,
Ou esquecer,
Esquecer?

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