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sexta-feira, 13 de maio de 2011

O ceticismo

Uma dos sentimentos mais patentes a circundar um momento ruim é a descrença. Você se torna uma pessoa cansada, doente, incapaz de tirar motivação de nada, puramente nada. Descreditar a roda da vida, atribuindo estagnação a tudo, é outro sintoma de que as coisas estão ruins... Você acaba deixando-se de lado, e, como acredito já ter dito, o mundo trata de fazer as mudanças que se deveria controlar... Ou, pelo menos, tentar.

Estes dois textos tratam de forma sucinta de quando eu me vi desacreditado perante às circunstâncias. Não são textos exatamente tristes, são mais céticos, incapazes de encontrar em si próprios razão para continuar de pé. De qualquer forma, a morte é acompanhada do ceticismo, independente de que morte falamos, de que sorte estamos perdidos. É isso.


Papel branco


Enquanto os sinos tocavam
E a estrada andava
Sobre este carro vermelho,
Pensava em quanto
Os tortos sinais de lá
Não indicam caminho algum,
Já que o amarelo apenas
Chamava a atenção
De tais donos,
Em sua egoísta nobreza
Acho que a estrada
Ainda corre sobre nossos
Veículos,
E as formas de expressão
Possíveis
São aquelas mais inverossímeis

Não acredito em amarelo,
Nem em minhas canetas


O coreto quebrado do Senhor Duque

E desisto

Abdico de minha
Crença
Em tudo o que
Escrevíamos antes
Pois,
Meu caro senhor,
Agia como
Um charlatão
Que pouco conhece
As cartas
Salvas,
Em sua mão,
Profetizando palavras
De um futuro
Próximo

Distante

Qualquer,
Sem grande emoção

Asfixio-me numa
Não-emoção
Que nos torna
Herói ou
Vilão
Por pouca visão
Apenas uma questão de
Visão




Can even see sweet Marianne...

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